[MODELO] CONTESTAÇÃO - AÇÃO CAUTELAR DE BUSCA E APREENSÃO DE MENOR¶
[MODELO] CONTESTAÇÃO – AÇÃO CAUTELAR DE BUSCA E APREENSÃO DE MENOR
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ª VARA DA FAMÍLIA DA COMARCA DE ___.
Autos nº ___.
__, Nacionalidade, Profissão, casado, portador da Carteira de Identidade nº _, inscrito no CPF sob o nº _, residente e domiciliado na Rua __, nº , Bairro _, Cidade _, CEP. _, Estado de ___, por seu advogado adiante assinado, com escritório profissional situado na Rua ___, nº , Bairro _, Cidade _, CEP. _, Estado de _, onde recebe intimações, vem, com o devido acato à presença de Vossa Execelência, nos autos da presente AÇÃO CAUTELAR DE BUSCA E APREENSÃO DE MENOR, que lhe move o REQUERIDO, já devidamente qualificado na inicial, apresentar CONTESTAÇÃO pelos fatos e fundamentos que passa a expor:
DOS FATOS ALEGADOS NA INICIAL
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Conforme disposto na peça inicial, a Requerente e o Requerido casaram-se na data de ___, advindo desta união o menor____.
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No entanto, como alega o Requerido, por motivos de foro íntimo ocorreu a separação do casal, tendo a criança permanecido, desde então, sob a guarda da Requerente até ulterior deliberação judicial.
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Consta, ainda, que o Requerido e a Requerente estão tratando de ajuizar Ação de Divórcio, em razão do impossível convívio sob o mesmo teto.
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Assevera o Requerido, que a Requerente teria levado o menor para fora do Estado, sem sua prévia comunicação, no intuito de subtraí-lo à decisão judicial, caso esta lhe fosse desfavorável.
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Ante as inverdades dos fatos narrados pelo Requerente, torna-se de extrema necessidade a elucidação da verdade, para que reste assegurada a concretização da Justiça.
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Ao que se verifica, o Requerido omite a razão pela qual tornou-se impossível o convívio sob o mesmo teto, o que se torna plenamente compreensível, eis que restaria configurada sua responsabilidade pelo rompimento da união, e, outrossim, sua total incapacidade para cuidar do menor.
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Assim sendo, para maior elucidação dos fatos, necessário constar-se, que desde a data de ______, o Requerido vem apresentando comportamento muito agressivo, chegando às raias da violência no trato com a Requerente e com o menor.
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Portanto, conforme se poderá comprovar mediante o depoimento das testemunhas, a Requerente e seu filho têm vivido sob a violência doméstica, num ambiente doentio de terror e acuamento.
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Destarte, o procedimento do Requerido tem causado transtornos emocionais e psicológicos ao menor, cujas atitudes refletem sobremaneira a violência sofrida em casa, de tal maneira, que na data de ____, a Requerente foi chamada na escola onde estuda o menor, pelo fato de que o mesmo estaria agredindo as outras crianças.
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Diante do articulado, não outra a solução vislumbrada pela Requerente, que não a de deixar a residência do casal, levando o menor para um ambiente mais saudável e tranqüilo, tendo, então, comunicado ao Requerido sua intenção de propor competente ação de separação para findar a violência a que estavam submetidos, ela e o filho.
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Outro ponto omitido pelo Requerido refere-se ao fato de que continuou a atemorizar a Requerente, obrigando-a a retornar com o menor para o lar, sob pena de sofrerem conseqüência maiores, diga-se, agressões ainda mais graves.
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Assim, o Requerido começou a perseguir a Requerente, ameaçando-a sempre, tendo chegado ao ponto, inclusive, de agredi-la publicamente.
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Portanto, ante a situação de terror criada pelo Requerido, viu-se a Requerente compelida a se retirar do Estado, junto com o filho, para evitar qualquer ocorrência de maior gravidade, bem como, para, com mais segurança, poder dar continuidade à sua luta contra a violência doméstica.
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Destarte, encontra-se a Requerente morando, junto com o menor, no endereço acima exposto, justamente para preservar a própria integridade física e moral, mormente, a do filho.
DO MÉRITO
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Ao que se vislumbra, propôs o Requerido a Ação Cautelar de Busca e Apreensão do menor, sob o argumento de que haveria perigo de que a Requerente, em lhe sendo desfavorável a sentença acerca da guarda do filho, procurasse se esquivar do cumprimento da determinação judicial, fugindo com o menor para lugar desconhecido.
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Busca o Requerido consubstanciar suas alegações mediante o fato de ter a Requerente saído de casa com o menor, levando-o posteriormente para outro Estado.
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Ora, esquece-se de mencionar o Requerido, que somente em razão das suas ameaças e violências, é que a Requerente se viu compelida a levar o menor para fora da cidade, até que pudesse solucionar o problema judicialmente.
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Desse modo, resta inatendida a determinação contida no artigo 840 do Código de Processo Civil, segundo a qual, na petição inicial deve-se expor as razões justificativas da medida, eis que o Requerente omitiu a verdade dos fatos, ou antes, engendrou falsa argumentação, no intuito de induzir este Juízo à erro.
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Assim, pois, diante da situação que ora se expõe, é imperioso concluir-se, dada a ausência de justificativas plausíveis para a concessão da cautelar, que não restou configurada hipótese ensejadora da agressiva medida de busca e apreensão do menor.
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Ainda, vale dizer, que razões sobram à Requerente para manter a criança longe do contato com o Requerido.
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A luz do expendido nos articulados supra, percebe-se claramente a inexistência dos alegados "periculum in mora" e "fumus boni juris", eis que a Requrente somente levou o menor para fora do Estado, no intuito de preservar sua integridade física e moral, atitude esta motivada pelas ameaças e agressões do Requerido.
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É claro, portanto, que a Requerente não pretende se furtar ao cumprimento de eventual sentença judicial que lhe retire a guarda do filho, mas ao contrário, pretende justamente socorrer-se, sem maiores transtornos, das vias judiciais para findar a relação com o Requerido, e outrossim, obter a guarda do menor. Mas, para tanto, cumpre frisar, fez-se necessário o afastamento temporário da Requerente, em razão das constantes ameaças e agressões sofridas.
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Ademais, alega o Requerido – "que a atitude da Requerente tem gerado ao menor transtornos de ordem psíquica, mas, notadamente, prejuízos de ordem social e educacional, uma vez que a criança foi retirada do seu ambiente familiar, do convívio com o Requerido, parentes e amigos, e em maior gravidade, foi retirada da sua escola, correndo o risco de ser assaz prejudicada em seu rendimento, aprendizagem e conseqüente desenvolvimento escolar. Tal assertiva é irretorquível, uma vez que a criança foi agressivamente arrancada de seu meio, não havendo nenhum preparo que garantisse a amenização dos efeitos de uma mudança. Além disto, não se esperou, nem ao menos, o término do ano letivo, o que corrobora, maiormente, os prejuízos à ela impingidos."
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Novamente cumpre salientar, que a atitude da Requerente foi motivada pelo comportamento do próprio Requerido, para preservar o menor das agressões e violências do pai, salvaguardando, assim, sua integridade física e moral.
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Além do mais, conforme restará plenamente demonstrado, encontra-se o menor em excelentes condições, sendo cabível dizer-se, que está em tratamento psicológico e emocional, possível em razão do afastamento do convívio paterno.
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Ainda, a Requerente está morando com parentes, o que implica em um ambiente familiar saudável para a criança. Necessário constar-se, ainda, que o menor está matriculado em excelente escola da região, sendo notória a melhora em seu rendimento escolar.
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Desta feita, inexistem os requisitos exigidos pelo artigo 801 do Código de Processo Civil, restando prejudicada, portanto, a concessão da medida cautelar, como se verifica: (transcrever o texto legal).
DOS PEDIDOS
Pelo exposto, Requerer:
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Seja considerada improcedente a presente Ação de Busca e Apreensão, em razão da inexistência dos requisitos essenciais – "fumus boni juris" e "periculum in mora" – determinando-se que o menor permaneça sob a guarda da Requerente até ulterior decisão judicial, em processo específico.
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A condenação do Requerido ao pagamento das custas e honorários advocatícios arbitrados por este r. Juízo.
Pretende provar o alegado mediante prova documental, testemunhal e demais meios de prova admitidos em Direito, consoante determinação do art. 332 do Código de Processo Civil.
Nesses termos,
Pede deferimento.
__, ___ de ___ de ____.
Advogado OAB nº ___.
Este modelo foi extraído do site EasyJur para fins de estudo e referência.